Flor no Lago (Francis Hime e Paulo Cesar Pinheiro) Dentro do peito o que ostento É um jeito de sentimento Que guarda só fragmento Do que já foi coração Meu coração pede um tempo Desmancha o seu movimento Desses que a flor faz no vento E cai na poça do chão Dentro do peito o que trago É um coração sem afago Resto de mim que naufrago Atrás de cada ilusão Meu coração pede um trago Desceve um círculo vago Desses que a flor faz no lago Depois – adeus, coração!