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07/10

Quando meu querido amigo Rafael Rabello, um dos maiores violonistas de todos os tempos, encomendou-me este concerto de violão e orquestra, citou-me, na ocasião,uma frase de Andrés Segovia: “um violão é um orquestra vista por um binóculo ao contrário", assinalando ainda que "cabia ao compositor sinfônico distribuir esta orquestra que existe dentro do violão para um enfoque mais amplo". Tendo em vista estas observações, eu, que sou pianista, passei seis anos com o violão debaixo do braço, no convívio com a complexidade que é a junção de um conjunto sinfônico com um instrumento de "voz pequena", procurando me integrar na técnica violonística, e em como fazer esta mistura funcionar. Infelizmente, Rafael nos deixou cedo demais, e eu, que havia escrito o concerto especialmente para ele, fiquei "orfão" de solista. Até que, anos atrás, por intermédio de John Neschling, conheci esse extraordinário músico que é Fabio Zanon. Agora fico extremamente feliz de poder compartilhar com o público o resultado dessa encomenda de Rafael, que pretendia tocar o concerto e achava que eu poderia contribuir para desenvolver o repertório do violão brasileiro, com o objetivo de explorar este instrumento na música de concerto, em um caminho antes iniciado por Villa-Lobos e Radames Gnatalli.

O concerto tem 3 movimentos que se caracterizam por uma integração temática com motivos recorrentes, e que exploram variações melódicas e rítmicas. O movimento modinha tem uma caráter introdutório, apoiando-se no desenvolvimento de 2 células: a primeira representada pela sucessão de 4 notas descendentes: Mi, re, si bemol e fá; a segunda, por um intervalo de "segunda menor". O tratamento rítmico, neste movimento, é frequentemente baseado na sequência: semi-colcheia, colcheia, semi-colcheia, que é típica do samba.

No movimento (Ibéria), é desenvolvida a ideia inicial num ritmo ternário, mais valsante, remetendo a uma atmosfera um tanto quanto ibérica, lembrando, às vezes, a sonoridade de um violão espanholado. Estruturei este movimento num modelo A-B-A, adotando uma seção central lenta, em forma de andante, para depois, ao final, fazer a re-exposição do tema inicial.

O movimento Ponteio explora variações sobre uma ideia baseada em arpegios ora ascendentes, ora descendentes. De maneira similar ao movimento anterior, ele busca contrastes, alternando andamentos mais ou menos rápidos. Precedendo à re-exposição final, ressurge a célula baseada no intervalo de "segunda menor", desta vez num ritmo mais aparentado a um xaxado/lundu, para finalmente fechar o concerto com a recapitulação das 4 notas iniciais: Mi, re, si bemol e fá.

Francis Hime


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02/10

Revista Vogue Brasil
Na revista "Vogue Brasil" do mês de fevereiro de 2010, saiu uma matéria sobre Francis Hime, segue o link com a matéria:
Matéria Revista Vogue Brasil

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02/10

Revista Bravo
Na revista "Bravo" do mês de fevereiro de 2010, saiu uma matéria sobre Francis Hime, segue o link com a matéria:
Matéria Revista Bravo

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01/02/10

QUASE ALMANAQUE


+ CRITICA CINEMATOGRAFICA + HIME + RESNAIS + PAULINIWOOD + VENICIO E A MIDIA + BUARQUE DE HOLLANDA + MEIRELLES + CADU RODRIGUES +NOVELAS DA GLOBO + LULA, O FILME + WILSON MARTINS + SERGIO BIANCHI + PONTOS DE CULTURA (TAPAJÓS) + ARTIGO DE ANDRE SINGER

FRANCIS HIME:
trilha e disco:
Boal -- Oi, Rosario. Acabei de compor e gravar a trilha o documentário do Zelito Viana,"Augusto Boal e o Teatro do Oprimido", que deve ser lançado neste primeiro semestre. Abraços do Francis PS - Vou lançar em SP o CD "O Tempo das Palavras .... Imagem" no Sesc Pinheiros, dias 27 e 28 de fevereiro. Se voce estiver em Sampa, apareça!

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09/12
/2009

Abaixo a resenha do novo CD DUPLO de Francis Hime "O tempo das palavras... Imagem", feita por Marcus Preto para a Folha de S.Paulo.

MPB

O Tempo das Palavras...Imagem
FRANCIS HIME
Gravadora: Biscoito Fino; Quanto: R$ 45 (duplo); Avaliação: ótimo
Completando 70 anos de vida, o compositor de "Atrás da Porta" mostra aqui suas principais facetas em álbum duplo. Em um CD, contempla a canção, em parecerias - todas inéditas - com Edu Lobo, Joyce Moreno, Paulinho Moska, Geraldo Carneiro, Paulo César Pinheiro e a mulher Olivia Hime. Em outro, refaz, sozinho ao piano, as grandes trilhas sonoras que compôs para o cinema, como as dos filmes "O Homem que Comprou o Mundo" e "Dona Flor e Seus Dois Maridos".
PORQUE OUVIR: Nas canções, Francis continua o mesmo grande melodista. Ao piano, é seu melhor intérprete. (MARCUS PRETO)

 

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29/11
/2009

Segue abaixo o texto publicado no Diário do Comércio (SP), Meio Norte (Teresina), A Gazeta (Cuiabá), A Gazeta (Macapá), Jornal da Cidade (Poços de Caldas), e no Brazilian Voice.

A festa pela música de Francis Hime
Buscando o melhor jeito para comemorar seus setenta anos de vida, Francis Hime lançou um álbum duplo que contém justamente o que lhe deu força para vivenciar as sete décadas pelas quais não passou em vão.
Francis Hime – o tempo das palavras... imagem (Biscoito Fino) reúne no primeiro CD (O tempo das palavras) doze canções feitas em parceria com Joyce, Olivia Hime, Paulo César Pinheiro, Moska, Edu Lobo e Geraldinho Carneiro, ele que é o seu mais assíduo parceiro.
Chama a atenção o fato de que nenhuma das músicas selecionadas faz parte do que se pode chamar de os hits de Francis – e olha que estes não são poucos, não. Mas, se por um lado o ouvinte fica privado de ouvir grandes sucessos, feito por exemplo os que Francis compôs com Chico Buarque (“Trocando em Miúdos” e “Vai Passar”), Vinícius de Moraes (“Anoiteceu”) e Rui Guerra (“Minha”), por outro ele tem diante de si o universo mágico e pouco explorado de músicas não muito conhecidas.
E é aí que se percebe o magnífico melodista que é Francis Hime. Suas percepções melódicas explicitam um notável talento para configurar belezas raras. Estas, sempre envolvidas por harmonias que soam suaves, mas que têm uma profundidade digna de um Villa-Lobos e de um Tom Jobim, se sobressaem através de um meticuloso, porém incrivelmente popular, jeito de frasear as notas musicais.
Tendo sempre a seu lado letristas que lhes percebem o rigor de cada acorde, a intenção de cada nuance musical, Francis é hoje, seguramente, o melhor compositor popular do Brasil.
Suas melodias traduzem o abstrato de forma simples; revelam a erudição de maneira naturalmente pop; fazem da complexidade algo humilde e acessível; mesclam forças conseguidas graças a muito estudo e ao interesse por se fazer compreender pelo maior número possível de plateias.
Em O tempo das palavras, Francis divide seu canto e seu piano com convidados. E aí é um tal de seduzir ouvidos com sopros, percussão, baixo, bateria, violão, guitarra, harpa, violoncelo, cavaquinho, coro e acordeom (sem contar que ainda tem a bela voz de Mônica Salmaso em uma das faixas)... São canções e sambas revestidos por arranjos de esmero máximo – músicas com a marca himeana de se fazerem definitivas.
Melodias que se tornam ainda mais elegantes e belas quando no segundo CD, Imagem, grande parte das composições que Hime criou para o cinema mostram seu vigor e acrescentam perceptibilidade musical ao que já assistimos na telona. Dentre os vinte e cinco temas selecionados estão os dos filmes Dona Flor e Seus Dois Maridos e A Estrela Sobe. Tudo para permitir saborearmos o piano solo de Francis dedilhando melodias que marcaram a música cinematográfica do Brasil.
E assim, em O tempo das palavras e em Imagem, somos convidados a compartilhar com o setentão Francis Hime a festa em que o presente dele é também nosso, pois se traduz na esperança de um amanhã impregnado do passado. Que permite o prazer de ser sempre atual.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4

 

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16/11/2009

Dentro da música brasileira existe um casal de aristocratas que ignora a pobreza vigente lá fora e segue fazendo canções de ouro que iluminam a nossa historia musical. Francis e Olívia Hime insistem na qualidade. ...
Site oficial DJ Zé Pedro

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16/11/2009

Crítica dos CDs de FRANCIS HIME no ACORDES.
Clique aqui.

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06/11/2009

Matéria sobre Francis Hime no Caderno2.AG, A Gazeta.
Clique aqui.

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06/11/2009

Francis Hime está escrevendo a trilha sonora do filme documentario de Zelito Viana :  "  Augusto Boal e o Teatro do oprimido ".

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06/10/2009

"O TEMPO DAS PALAVRAS .....IMAGEM"

Francis Hime comemora 70 anos e lança pela Biscoito Fino álbum duplo que traz  um cd de inéditas e outro de piano solo sobre as trilhas de cinema compostas por ele.

O show de lançamento será no  Espaço Tom Jobim, Rio de Janeiro.

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07/08/2008

Fonte: Assessoria da deputada Inês Pandeló

Homenagem aos 50 anos da Bossanova

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, através da deputada estadual Inês Pandeló, fará uma homenagem aos 50 anos da Bossa Nova.

Serão entregues moções e títulos a alguns nomes da época, entre eles Francis Hime, João Donato, Roberto Menescal, Pery Ribeiro e Wanda Sá e, post mortem, a Nara Leão, Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

A sessão solene será realizada no dia 12 de agosto, às 18h30, no plenário Barbosa Lima Sobrinho, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, s/nº - Palácio Tiradentes).

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24/04/2008

Fonte: Singular Produções / GOFFdesign

6º Prêmio Rival Petrobrás de Música

Francis Hime foi indicado ao 6º Prêmio Rival Petrobrás de Música pela categoria Excelência, e concorre com Baden Powell e Maria Bethânia.

"Neste ano de 2008, o Prêmio Rival Petrobras de música completa sua 6° edição sempre com a temática de incentivar e prestigiar o mercado da música independente do Brasil. Propósito esse idealizado pela atriz e empresária Angela Leal em parceria com a Petrobras. Artistas como Humberto Teixeira, Jamelão, Mansueto, Aracy de Almeida e Hermínio Bello de Carvalho foram homenageados anteriormente. Nessa edição oportunamente estaremos reverenciando o pioneiro da produção independente do Brasil, o compositor e arranjador Antônio Adolfo."*

SERVIÇO:

6° Prêmio Rival Petrobras de Música
29 de abril – 20h30
Abertura ao ar livre às 19h30
Teatro Rival Petrobras
Rua Álvaro Alvim 33

*Informação retirada do site http://rivalbr.com.br/premio2008

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21/08/2007

Fonte: Biscoito Fino

Grammy Latino

"Carta a amiga poeta", música de Francis Hime com letra de Simone Guimarães, foi indicada para o Grammy Latino na categoria de Melhor Canção Brasileira. É a segunda vez, no espaço de 2 anos, que O Francis tem uma canção indicada para o Grammy Latino, já que em 2005, "Canção transparente", de Francis com letra de Olivia Hime, também obteve esta indicação.

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19/07/2007

Fonte: Biscoito Fino

Montreux

Francis Hime ainda está saboreando o imenso sucesso de sua apresentação no Festival de Jazz de Montreux, em 15/7 na sala Miles Davies. O artista foi aplaudido de pé por um público habitualmente mais comedido mas que não resistiu à beleza e ao vigor de sua performance, quando acompanhado pela banda que também toca com Maria Bethania, desfilou varios sucessos de seu repertório, tais como "Atrás da porta", "Meu caro amigo", "Vai passar", entre outras. Francis fez ainda uma homenagem a Bill Evans, que, anos atrás neste mesmo festival, gravou "Minha", música sua com letra de Ruy Guerra. No final, Francis voltou ao palco para um bis sensacional com Bethania, duetando com ela as suas "Trocando em miúdos" e "Pássara".

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11/04/2007

Fonte: GOFFdesign

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